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06 dezembro 2011

Inteligência artificial ajuda a encontrar fósseis

Redes de inteligência artificial podem ajudar a localizes novos locais de fósseis, em milhares de metros quadrados de deserto.

O novo programa de computador “caçador de fósseis” conta com o fato de poder aprender e incorporar uma vasta gama de informação das suas próprias experiências, sabendo o que procurar. Assim, a máquina inteligente possui uma grande vantagem em relação aos métodos tradicionais, onde os programas faziam apenas adivinhações dos locais.

“Muito da procura de fósseis é baseado em sorte e intuição”, afirma o paleontologista da Universidade de Washington, Glenn Conroy. Uma equipe liderada por ele, em 1991, descobriu o fóssil do primeiro – e até agora único – símio pré-humano já encontrado no sul do equador, em uma caverna na Namíbia.

“Há muito trabalho duro e andanças por lugares desolados também, mas há a sorte de encontrar os fósseis”, comenta. “Agora estamos tentando encontrar uma forma melhor de colocar as chances a nosso favor”.

Computadores estão ficando muito úteis na paleontologia. Por exemplo, cientistas usaram recentemente o Google Earth para identificar locais de fósseis na África do Sul, onde já encontraram um antigo parente da humanidade, o Australopithecus sediba.

Agora, com as redes neurais artificiais – sistemas de computador que imitam o trabalho do cérebro humano –, Conroy e seus colegas desenvolveram um modelo de computador que consegue localizar locais ricos em fósseis na Grande Bacia, um deserto de pedras em Wyoming, com mais de 10 mil quilômetros quadrados.

“Estamos apontando para um novo uso da tecnologia geográfica, que tem muito valor na paleontologia”, afirma Robert Anemone, um paleontólogo da Universidade Oeste de Michigan.

A Bacia provou ser uma mina de ouro para os caçadores de fósseis no passado, abrigando alguns com 50 a 70 milhões de anos. “Mas trabalhar nessa área é um pesadelo logístico – é muito caro ficar vagando por tudo, então achar pistas seria muito útil”, comenta Conroy.

Os pesquisadores usaram o programa de computador para analisar os mapas e as imagens de satélite da Bacia, que incluem elevação, declives, terreno e outros aspectos do cenário. Eles também o alimentaram com 75 áreas ricas em fósseis da Bacia, para que ele aprendesse como esses locais se parecem, em fatores como a cor.

“A beleza e o poder das redes neurais é o fato de serem capazes de aprender”, afirma Conroy.

Em um teste feito no começo do ano, quando o sistema foi alimentado com mapas de 25 locais ricos em fósseis, ele conseguiu identificar 20 deles. Outros testes foram feitos em uma bacia próxima, e comprovaram a eficácia do programa.

A pesquisa identificou um bom número de sítios potenciais. “No começo de 2012, vamos para a Grande Bacia ver locais onde nunca estivemos antes”, comenta Anemone.

De acordo com os pesquisadores, o melhor e mais fácil local para começar a procurar por novos pontos de fósseis com o software talvez seja a área das Montanhas Rochosas. Conroy, Anemone e seus colegas também planejam usar o sistema para pesquisar fósseis de hominídeos na África do Sul.

Fonte: LiveScience

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